Fala, pessoal! Há quase um ano, fiz uma resenha sobre A Queda de Murdock e só depois de um tempo percebi que algo havia ficado para trás… Pois é, faltou falar de sua versão What If. Li essa história há muitos anos atrás e quase não me lembrava dela. O Que Aconteceria Se o Demolidor Tivesse Matado o Rei do Crime foi publicada no Brasil em Superaventuras Marvel #106 (abril de 1991) e conta com roteiro de Danny Fingeroth, desenhos de Greg Capullo e arte-final de Ian Akin e Brian Garvey.

Como todo What If da Marvel, a história é narrada pelo Vigia e traz um breve flashback. O momento que diferencia os dois universos paralelos é o que mostra Matt indo pessoalmente à torre Fisk para tirar satisfação com o seu antagonista, já que o herói havia perdido sua licença de advogar, seu lar e teve seus bens confiscados. Tudo a mando do Rei.

Como na história original, Matt estava fora de si. Porém nessa versão, ele furta a arma de um dos seguranças do prédio e mata o Rei a sangue-frio. Ele sai aparentemente tranquilo do edifício e os funcionários do Rei só tomam conhecimento do ocorrido minutos depois.

 

A notícia da morte do vilão se espalha rapidamente e uma guerra de gangues acompanhada de várias mortes é instaurada. Matt, ainda mais perturbado com o que aconteceu, tem alucinações e confunde transeuntes com um júri. O herói chega à conclusão que precisa ser julgado pelo crime que cometeu. No Clarim, Peter Parker e Ben Urich ficam estarrecidos com a atitude do amigo. Peter veste seu traje de Homem-Aranha e vai atrás de Matt. Em outro lugar, o Duende Macabro se desentende com Richard Fisk (filho do Rei, que na época utilizava a identidade secreta de Rosa) e ambos rompem a sociedade criminosa que firmavam. Vanessa, esposa do Rei e mãe de Richard é assassinada na Europa. Revoltado, o jovem criminoso jura vingança pela morte dos pais. Matt se depara com policiais e os confunde com homens do Rei. Ele foge logo em seguida. Em um beco, se encontra com o Justiceiro!

 

Matt pede para que o Justiceiro lhe tire a vida como forma de punição e o anti-herói hesita ao constatar seu quadro de insanidade. Eis que surge o Homem-Aranha. Os dois vigilantes entram em confronto com o Demolidor, mas não conseguem detê-lo. Na obra missionária, a irmã Maggie abriga Karen Page, que ainda sofre com crises de abstinência. Paulo surge armado dentro da igreja e assassina a moça na frente da freira.

Na residência de Richard, o criminoso jura que irá matar Matt, e para sua surpresa, é recebido pelo herói que veio pedir perdão pelo assassinato do Rei. Motivado pela vingança, Richard aponta sua arma para a cabeça de Matt, e antes que fosse efetuado o disparo, surge o Duende Macabro acompanhado de criminosos do Cabeça-de-Martelo. Um intenso confronto é iniciado. Richard consegue se proteger dos disparos, mas quando fica a mercê da linha de fogo é salvo por Matt.

 

O Demolidor entra em luta corporal com o Duende Macabro enquanto que uma das granadas-abóboras fica presa no planador prestes a ser detonada. A inevitável explosão ocorre e Matt e o Duende morrem. No final, Richard que ainda possui um relativo senso de moralidade (ao contrário de seu pai), reconhece o ato heroico de Matt.

Semanas depois, surge um novo Demolidor nas ruas da Cozinha do Inferno. Seu nome: Richard Fisk. Com o auxílio de microcircuitos (!) instalados em seu capuz para emular os sentidos aguçados de seu predecessor, o agora vilão reformado decidiu não continuar a seguir o legado de seu pai, mas sim o de Matt Murdock.

 

É isso aí, pessoal. Acho que agora estou satisfeito com a minha resenha sobre A Queda de Murdock. Até a próxima!