Marcos Dark Em 29 - março - 2016

O DIÁRIO DE MATT MURDOCK – Parte 31

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– Daredevil n° 28 ( Maio de 1967 )

* “Thou Shalt Not Covet Thy Neighbor’s Planet”, história escrita por Stan Lee, desenhada por Gene Colan

Publicada no Brasil pela Ebal na revista O Demolidor n° 27 (“Não cobiçarás o planeta do próximo”)

Como dizem, mentiras têm pernas curtas. No caso de Matt Murdock, não só têm pernas, como também se perdem, fazem absurdos e enfim… parecem que estão cegas de tamanho disparate que é criado um após o outro.

Matt ainda continua agindo como seu suposto irmão, Mike Murdock. Picareta ao extremo (nessa identidade), ainda está em um momento em que Karen tem um pé atrás contra o próprio Matt. Afinal, pra ela, o advogado foi fraco o bastante para revelar a identidade de Demolidor do irmão (já perceberam a confusão? mas vai piorar… ah, se vai). Para justificar ausência de Matt, “Mike” diz que o irmão irá participar de uma conferência na Universidade Carter. Até aí… O absurdo é que a conferência é sobre… discos voadores!!!! E sabem o que é mais absurdo nessa história cabeluda? É que ela… não é mentira! Matt realmente irá participar de uma conferência sobre discos voadores. Foggy chega ao escritório e leva Karen para longe das ladainhas de Mike.

Assim que o casal sai, Mike… ou Matt… veste seu uniforme de Demolidor e sai em sua ronda para aliviar a tensão. Apesar de se sentir um tanto decepcionado por conta da cidade estar calma demais, o herói se sente aliviado de Foggy não ter descoberto que Mike é cego… pois aí sua mentira cairia por terra. É claro que, com isso, Foggy tem ganhado terreno com Karen… Mas aí já é outra história.

Para piorar a situação, o Demolidor vai parar no que parece ser o Central Park e dá de cara com seu casal de amigos em um romântico passeio de carruagem. Porém, não parece estar havendo nenhum clima romântico na conversa deles, já que Karen ainda está matutando sobre Matt/Mike/Demolidor… e começando a desconfiar que haja algo errado na história. O Demolidor, para que ela não continue com seu raciocínio, prefere interromper o passeio pulando em cima da carruagem e puxando conversa… valendo-se da personalidade galhofa de Mike, mesmo por baixo da máscara (para que a farsa continue a ser verossímil). Mudando de assunto, o Demolidor explica que a participação de Matt em uma convenção sobre discos voadores tem a ver com os aspectos legais de uma invasão alienígena:

“… se criaturas espaciais pousassem na Terra haveria muitos problemas legais. Pagariam impostos? Receberiam imunidade diplomática?”

O herói quase comete um deslize, pois se empolga e fala com propriedade sobre o assunto. Fala como um verdadeiro advogado… como Matt. Ele logo desconversa e continua seu caminho, deixando o casal em paz.

Na Universidade Carter, descansando da própria confusão que causou com sua identidade tríplice, Matt se preocupa com o fato de nem sequer ter preparado algum discurso. Terá que fazer tudo no improviso. Nessa conferência, inclusive, estará o professor Tom Brewster, que afirma ter visto discos voadores. E é tão fanático pelo assunto que nem foi recepcioná-lo. Está procurando por mais discos.

Durante o discurso, Matt surpreende pela desenvoltura em um assunto tão fora de sua área. O discurso é interrompido por disparos que chamam a atenção dos presentes. Lá fora, o professor Brewster está com uma arma na mão e afirma que alienígenas o obrigaram a fazer isso, apenas para provar o poder que eles têm e que irão ameaçar a humanidade. É claro que a polícia, quando chega, não acredita naquela história. Para as autoridades, ali está apenas um homem atirando a esmo, pondo todos no campus em risco. Matt oferece seus serviços para ajudar o professor.

Saindo como Demolidor em meio à floresta de onde Brewster efetuou os disparos, o herói logo localiza algo estranho valendo-se de seus sentidos superaguçados (ele afirma saber que é algo alienígena por que… “percebeu um movimento estranho nas moléculas do ar” a ponto de saber que não era algo da Terra… pois é…). O que o herói encontra é a nave alienígena e, de dentro delas, várias criaturas inteligentes parecem emergir para atacá-lo.

Os alienígenas usam um raio para cegar o Demolidor e ele finge ter sido afetado. Mas poderosos sensores da nave mostram ao inimigo que o herói já é cego e sua farsa dura pouco (tá pensando que todo mundo é a Karen?). Apesar de lutar bravamente, logo o Demolidor é atingido por um raio que o congela e os alienígenas o levam para a nave.

Quando o gelo do raio paralisante derrete, Demolidor percebe que é prisioneiro das criaturas e que eles querem barganhar. Admirando a coragem do herói, os alienígenas oferecem lhe devolver a visão com sua avançada tecnologia. Por outro lado, usam uma potente versão do raio cegante para tirar a visão da população da Terra. A intenção das criaturas não é conquistar o planeta, mas saquear seus minerais. Porém, com isso, irá condenar o planeta à morte e o Demolidor não pretende compactuar com isso. Por isso, assim que pode, ele reage. Desviando-se de uma das rajadas, o herói faz com que os alienígenas atinjam a própria nave, inutilizando-a. Com sua principal arma avariada, as criaturas decidem debandar.

Quando Matt volta para o Campus, encontra Karen e Foggy, que estavam preocupados, pois souberam da história dos alienígenas encontrados por Brewster. E, particularmente, Karen se mostra mais aliviada abraçando Matt… e deixando Foggy falando sozinho.

Notem que, como disse no começo, mentira tem perna curta. Mas as únicas verdades contadas pelos personagens dessa história são tão absurdas quanto o mais absurdo dos exageros. Enfim…

Enfim… Povo do Cozinha do Inferno, como já devem ter percebido, o site está dando continuidade desse trabalho de apresentar as histórias do Demolidor em ordem cronológica com o nosso já emblemático podcast Ultima Ratio, do qual tenho participado. E, como devem ter percebido também, ando um tanto ausente do Diário de Matt Murdock. Isso se deve a uma série de atividades que venho exercendo, todas voltadas para o mundo maravilhoso dos quadrinhos, que vem tomando meu tempo. Essas atividades irão dar frutos que, com certeza (assim espero), estará chegando até o conhecimento de vocês. Porém, devido a isso, tenho que priorizar algumas coisas. Como o trabalho aqui realizado é muito parecido com o que estamos veiculando no podcast, esse Diário dará um tempo por aqui. Nunca digo nunca e, assim que possível, ainda darei continuidade a esse trabalho, da mesma forma que exerço no blog Âmago. Portanto, deixo claro que aqui não é uma despedida. É apenas um aviso para que compareçam ao outro vagão, onde continuaremos nossa estupenda viagem pela… Cozinha do Inferno.

Nuff Said!!! (sempre quis dizer isso!!!!)

MattMurdock031C

  • Erick Vinicius

    Valeu, Marcos! Ansioso para chegarmos nessa edição nos Ultima Ratio