Presto Em 29 - janeiro - 2015

Demolidor 1, por Mark Waid

A última vez que tinha lido uma história do Demolidor o Brian Bendis ainda era o responsável pelos roteiros. Aqui no Brasil isso ocorreu em dezembro de 2006 com o fim do título mensal do Demolidor. A partir de então o personagem ficou relegado a revista Universo Marvel, recheada de Hulks que eu não fazia questão de comprar, nesse meio tempo saiu uma saga Shadowland que eu me interessei, mas ouvi muitas críticas. Resultado, assim que a Panini resolveu publicar a nova fase do personagem em encadernados, eu mais do que depressa fui atrás.

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Em junho de 2013, talvez agosto, sabe como é… vemos em banca o encadernado com as primeiras histórias do Demolidor  por Mark Waid. É um autor de renome, a capa indicava que a série havia ganho um prêmio Eisner, por que não? E, claro, não me arrependi, Waid leva o personagem em uma nova direção. Em vez de um Matt Murdock amargo e rancoroso com a vida, vemos alguém alegre e brincalhão. O que torna a história muito mais leve e divertida.

Levando um clima de reinicio, este volume é incrivelmente acessível para novos leitores. Waid lembra a todo momento os leitores de quem é o Demolidor, como seus poderes funcionam e que existe um passado sombrio, mas que Matt ele está tentando deixar para trás. Para quem já conhece o personagem, isso pode incomodar um pouco, pois Waid repete algumas coisas com tanta freqüência, que me deixa em dúvida de quantas vezes eu iria ter que ouvir como o poder de ecolocalização funciona.

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Demolidor número 1 é composto de duas histórias principais das americanas Daredevil  1-6 (2011). O volume começa com um primeiro capítulo forte que dá o tom e a direção que a série tomaria. As edições 2 e 3 mostra o confronto entre Matt e o Garra Sônica, o mestre do som, que é, em teoria, um vilão super perigoso para um herói que tem seus poderes baseados nos sentidos ampliados

A segunda história, correspondente às edições 4 a 6 temos o Demolidor tentando ajudar um jovem cego que sente que foi injustamente demitido de seu trabalho, de repente se desenrola uma conspiração envolvendo cinco organizações terroristas. Parece meio sem nexo, mas Waid liga os pontos de uma forma que flui naturalmente e é uma história muito boa.

Os artistas, Paolo Rivera e Marcos Martin, trazem uma estética vibrante e dinâmica. Eles se complementam perfeitamente, tanto favorecendo linha, como nos traços animados e delicados. Vale destacar a forma como eles traduziram visualmente o sentido radar do Demolidor, nos permitindo uma espiada em como os sentidos aprimorados de Matt lhe permitem interpretar o mundo.

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